Das Gentilezas

Faltam 2 dias

Quando gentileza gera gentileza e alegria

Gentileza é palavra praticada todos os dias. Com mais rigor e disciplina que os exercícios. É ação que volta – nem sempre na mesma medida e rapidez. Gentileza é sorrir pela manhã por mais um dia de vida e descontar essa alegria no bom dia para a primeira pessoa que cruzar meu caminho. Aprendi que com um sorriso a vida é mais fácil, as pessoas se desarmam mais e que cara feia dá mais medo que o Boi da Cara Preta.

Gentileza está desde o bom dia dado com sinceridade até a doação de afeto. E doação sem volta. É corrente do bem. É dar os braços quando você está se afundando. É ajudar a levantar de um tombo, com um sorriso no rosto. É esperar a amiga que vem pedalando no ponto de apoio. É mão-amiga no meio morro quando suas pernas não giram mais. É aquele grito de “-Vamos! Você dá conta! Vai Graci, pedala que falta pouco!”.

E aqui estou eu de novo falando da viagem. Se você soubesse, tivesse a dimensão das mudanças que passaram por mim nas areias do Jalapão, poderia até dizer que meu sorriso mudou. Se tem gente que tira um ano sabático, acho que tirei um feriado inteiro!

E lá eu vi o que é gentileza e alegria. Achei gente que grita pela manhã pra te despertar, já que uma simples sineta não seria tão bem humorada. Gente que troca o apito por um toque na porta: “Acorda, Graci, eu sei que você está aí!”. Gestos e palavras de estímulo quando você está cansada. Aquele que leva um copo d’água pra quem não dá conta de levantar da sombra. Quem doa a lanterna da bicicleta pra quem nem imaginava pedalar à noite. Quem se atrasava só pra acompanhar nosso ritmo – de pernas menores, bicicletas menores e força menor ainda!

Eu tenho visto o lado bom da vida e nem adianta me chamar de Poliana porque acredito na bondade e na alegria. E por mais que isso pareça ofensivo, meu camarada, eu levo como elogio! E se gentileza gera gentileza, boas energias atraem boas energias e bondade só traz bondade. E tenho visto essa roda girar muito fácil entre os meus.

Eu vi um mar de gente se matar debaixo de 45° e nunca perder o bom humor, a alegria, a vontade de caminhar mais e – mais que tudo – ter forças para incentivar cada um a fechar todo aquele areal. Um mundo de mulher que ri, grita, fala mais alto ainda, tira foto, tira selfie, mas que não deixa de estender a mão quando é preciso. Ah, e os camaradas também!

Desde que me entendo por gente, vejo gente sempre disposta a ajudar. A colocar as pessoas pra cima. E se você ainda se amarra na onda de jogar uma crítica, que tal pensar sempre num elogio? Claro que na vida há momentos que é permitido ter mau humor, chorar,  gritar de raiva  e até mesmo revidar um insulto. Mas eles não podem nortear o cotidiano. Isso eu não permito!

Eu prefiro acreditar que há beleza em tudo, há um sentido muito maior que qualquer amargura. E basta praticar. Comece a olhar nos olhos de quem passa por você todos os dias. Agradeça sempre. Dê bom dia a todo mundo que cruzar seu caminho. Abra portas para quem está de mãos ocupadas. Dê lugar aos idosos, deficientes e às gestantes: por mais que eles lhe pareçam atletas! Deixe o moço passar na sua frente no supermercado quando ele está com apenas dois itens e você com um carrinho com as compras do mês! Dê lugar às mulheres quando elas estão subindo às escadas. Dê preferência sempre aos carros que estão subindo à rua: é melhor dar ré e a preferência para três deles que tentar passar sozinho onde nem te cabe. Agradeça pelo café servido na Copa por mais que esse seja o trabalho de quem está ali para servi-lo. E preste atenção como as pessoas vão lhe parecer mais amáveis e bem educadas. Isso repele qualquer ranzinza de plantão.

Faça piada das coisas absurdas que te acontecem. Ria de cada tombo que você sofre em público: isso vai te deixar muito mais forte pra levantar. E veja como a  vida fica mais leve.

Desculpa se prefiro ser assim, leve, alegre e bem humorada do que ceder às reclamações e o impulso de criticar apontando defeitos. Desculpa se pareço que só vejo as coisas boas. Na verdade, eu consigo enxergar as falhas de caráter, os erros, o mal feito e as coisas feitas com má vontade. É que prefiro apostar no lado bom que deixar o lado ruim da força vencer.

Eu sou assim, desculpa aí!

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