Por que escrevo

(Faltam 28 dias)

 

Por que escrevo

Ou Das ideias sem sentido

Ou escrevo e pronto. Ponto final

 

Há anos eu vivo com esse impulso em mim. É como se as ideias só existissem se fossem parar no papel. Eu escrevo porque senão tudo gritaria aqui dentro. Haveria um estardalhaço e a alma nunca ficaria quieta. Eu escrevo porque não consigo fazer rima. Não sei fazer poesia. Só sei colocar as letras uma atrás da outra. Ou seria uma do lado de cada?

Preciso ordenar as histórias. Colocar os sentimentos em algo que só eu entenderia. E fingir que você consegue me ler também. Porque o que passa na minha cabeça é mistério meu. É segredo que só eu sei. É código que só a minha alma decifra. Por mais que revele minhas loucuras, elas nunca serão totalmente desnudadas.

Escrever é viver uma turbulência em um mundo que vive calmo.

É gritar só

em lugar mudo.

É pedir socorro com um sorriso.

É sorrir com a alma e ninguém entender.

É estar só. Escrever é um ato de estar só. É a solidão nas ideias.

Cada um é poeta das suas palavras. Cada um é inquisidor das suas ideias. É refém dos seus pensamentos e dos seus quereres. Escrevo porque em mim habitam tantas coisas, tantos gritos, tanto desejo, que às vezes não cabem dentro de mim.

Geralmente eu não caibo em mim.

Eu preciso escrever pra aliviar minhas ideias. Relevar meus pensamentos e tirar esse peso da alma. Ah, se soubesse a gritaria que remove aqui dentro, teria evitado as primeiras palavras. Eu sou uma avalanche de coisas, de pensamentos. Quem acha que falo muito, não sabe o tanto que me calo. A minha alma fala demais. Minha cabeça pensa demais. É coisa demais. É um tsunami vivendo dentro de tão pouca carne. É um enxame de pensamentos zunindo o dia todo. Tem hora que me esgoto, tem hora que só me contemplo. E quase sempre me surpreendo. Eu escrevo sem pretensão. Sem organização. Sem ideia do que há de sair por aqui. E assim eu me conheço. Nem sempre em reconheço. Mas sempre me entendo. Assumo que quase sempre é difícil me ler. Mais ainda me compreender. Mas escrevo porque gosto. Porque preciso. Porque é urgente. Há vezes em que falo sozinha pra ver se as ideias fluem, o pensamento muda e se o foco vai pra esquerda. E peço perdão pela minha verborragia, caro leitor. Se eu mesma não sou senhora de mim, porque seria das minhas ideias? Perdão caro leitor, pois te confundo.

É preciso escrever. É urgente. E necessário.

Ponto final. E pronto.

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